Wednesday, 28 September 2011

Final de CN de Triatlo

Para surpresa minha, o meu pedido de participação na final do Campeonato Nacional de Triatlo foi aceite.

http://www.federacao-triatlo.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1296&Itemid=1


Veremos se depois de tanto sobe e desce...ainda consigo correr:)
Bela forma de terminar a época!!

Bom taper!

Monday, 19 September 2011

Regresso à Competição

Depois de 2 meses sem competir, ontem foi dia de regressar à “lides”. E logo com uma prova de distancia Olímpica (1,5Km+ 40km+ 10km). O 1º Triatlo de Lisboa.

A prova foi disputada junto à Torre de Belém, com ciclismo na Av. na Índia. Um palco motivante, num dia cheio de Sol, mas muito ventoso.

Em relação á prova, não há muito a dizer. Uma natação sem comprometer e um furo aos 12km quando ia inserido num grupo interessante. Não deu para aquecer nem cansar:(

O piso em alguns pontos do percurso está muito mau.

Mais interessante sem duvida a vitória do João Silva e o regresso da Vanessa Fernandes à competição esta madrugada no Japão!

Quanto a mim, é esperar que me deixem participar em Abrantes daqui a 15 dias. Se não, finito por este ano no que se refere a Triatlos!

Bons treinos!

Wednesday, 7 September 2011

Indoor Training

Com o final do Verão a aproximar-se, os dias começam a ficar mais curtos. Amanhece mais tarde e anoitece mais cedo. Para a maioria dos Triatletas que treinam ou de madrugada ou ao final o dia é altura de voltar aos rolos!!

Recordo-me quando comprei o meu rolo. À uns 8 anos atrás. Muitos olhares desconfiados sobre mim. Não faltaram os comentários: “isso não te faz andar mais”. Ao que respondi, sim, talvez, mas acima de tudo, é para evitar que ande menos

No meu caso, que treino 3 x semana ciclismo. Duas das sessões são de rolo. 1h de madrugada!

O ciclismo para mim é das três modalidades do Triatlo, a mais libertadora. Não troco por nada o poder cruzar um campo verde sobre o brilho do Sol. É uma sensação única.

O rolo tem alguns pontos a favor.

• permite rentabilizar melhor as sessões. Não á quebras de ritmo nem cruzamentos. O aquecimento é mais rápido.

• permite realizar as tarefas com maior precisão. Regular com precisão a intensidade. Ter uma progressão de cargas mais exacta.

• Permite realizar treino a cadência de pedalada

Mas tb muitos contras. Entre alguns, salientaria os seguintes:

• Não permite treinar a perícia. A técnica de manobrar a bicicleta. Muito importante.

• Não é especifico. Na estrada, há quantidade de movimento. Treinar com resistência, não é o mesmo que fazer subidas. A força é aplicada de forma diferente.

No meu entender, sempre foi uma ferramenta para nós amadores. Para os profissionais que têm o tempo todo para gerir, só o via como uns instrumento a usar em caso de mau tempo. Ou de alguma lesão que beneficia-se da posição parada.

No entanto, á um par de meses atrás, li um artigo sobre o tema. De um trend que há nos EUA de alguns Triatletas fazerem quase 100% do seu treino nos rolos. O “cabeça de cartaz” desse trend é o Andy Potts. Não estamos a falar de um atleta qualquer. Estamos a falar de alguém que foi um razoável atleta ITU e já campeão do mundo de 70.3.

No caso dele, faz 6 x 2h30m por semana, quase sempre no rolo! É obra. A verdade é que tendo ele vindo da natação, estando habituado a ver linhas pretas no funcho da piscina, justifica muita coisa. 2h30m no rolo é um treino mental tremendo. Não admira que o trend seja liderado por atletas de distancia longa. Onde este atributo é fundamental. Pedalar muitas horas sozinho!

Além disso, a maioria dos percursos das provas longas são pouco técnicos. A perícia não é fundamental e a componente libertadora de andar na estrada é secundaria. Eles perseguem um objectivo competitivo. Fazem tudo para maximizar a obtenção do mesmo.

Mas não deixo de ficar surpreendido pela quantidade de volume indoor que fazem!
Já experimentei fazer uma vez 2h30m no rolo…de loucos!! Nada como uma volta perdido no meio da natureza!

Bons treinos no rolo...ou não!!

Wednesday, 27 July 2011

Triatlo de Abrantes

O Triatlo de Abrantes que decorreu no passado Domingo marcou o meu regresso e o de Vanessa Fernandes a competição:) No caso dela, foi um regresso feliz. Ganhou! No meu caso, foi um regresso feliz. Diverti-me:)

As ultimas semanas de treino têm sido boas. Tirando a natação, onde estou de novo a trabalhar e corrigir pormenores técnicos, a consistência do treino tem sido boa.

O objectivo era testar o estado de forma. Nesta prova, o percurso de ciclismo é duro. Muito selectivo. Não me beneficia, mas torna a resultado das prova mais justo. Quem tem pernas, anda. Quem não tem, não anda.

O segmento de natação foi tranquilo. Não fui no limite. O esforço não iria compensar o beneficio. Sabia que não tinha capacidade para seguir as rodas dos grupos mais adiantados. Acabei mesmo por cometer um erro de navegação entre a primeira e segunda bóia. Perdi a concentração e perdi o grupo onde ia. Dei por mim demasiado à direita e só. Mas não comprometeu.

A T1 foi normal. Assim que começou o segmento de ciclismo percebi que não estava com as pernas muito famosas. Conseguia seguir com os grupos até a subida principal. Depois era ver os elementos mais fortes partirem. Colocava o meu ritmo e seguia. Fui-me defendendo como podia.

Chegava o segmento de corrida. O início foi decepcionante. As pernas estavam presas, não conseguia soltar-me. Mas tudo mudou no inicio da 2a volta. Passou por mim o Pedro Cordeiro. Coincidiu com o momento em que a Vanessa ultrapassou a Anais Moniz. Comentei isso com ele. Respondeu-me que ela tinha ido no grupo de ciclismo dele. Decidi colar. Surpreendentemente consegui. Fui aguentando até ele entrar para a meta. Segui para a 3a volta. Ia o José Guilherme oliveira 20m a minha frente. Ele já me tinha ultrapassado muito tempo antes. Foquei-me em não descolar e no recta da metal ainda tive capacidade para o ultrapassar.

No final, um resultado aceitável e aquela satisfação de missão cumprida.

Foi ainda com grande orgulho que assisti a duas subidas ao pódio do clube. O João Martins foi 2º em V2 e o Olímpio 3º em V4. Muito bom mesmo.

Agora vêm as férias. O objectivo é tentar não perder muita forma física.
Voltarei a competição em Setembro.

Bons treinos e boas férias!

Wednesday, 6 July 2011

Um Titulo Simbólico

Como tinha anunciado, no fim de semana passado participei no Nacional de Masters de Verão.
Que posso dizer, fui campeão Nacional Masculino de Clubes!

Obviamente que a minha contribuição para a pontuação do clube (Sport Algés e Dafundo) foi mínima, mas não deixa de ser um titulo engraçado!

E gostei mais desta experiencia do que a de Inverno em Ponte Sor. Não pelo ambiente, que era idêntico. Mas especialmente pelas condições da Piscina. Fiquei igualmente mais satisfeito com as minhas provas. Como tinha anunciado, nadei 400m livres e 50 livres. Tudo isto no Sábado de tarde.

1ª foram os 400m. Nunca os tinha nadado em piscina de 50m. Sabia que ia ser mais lento que em 25m. Não sabia o quanto. No Inverno tinha nadado em 6m15s em Ponte Sor. No dia anterior fiz exactamente este tempo em treino. Sem salto. Achei que 6m20s seria um bom objectivo.

O meu treino de natação tem andado muito inconstante. Este ano já estive melhor. Decidi nem olhar para os placards dos tempos durante a prova. Gerir por “feeling”. A estratégia passava por controlar até aos 200m e a partir dai acelerar. O resultado final foi de 6m30s. Longe dos 6m20s do objectivo. Mas quando analisei os parciais vi que passei aos 200m com 3m13s. Todos os percursos de 50m foram no s 48 e 49 (excepto o 1º). A prova tinha sido bastante bem gerida!

Nos 50m acabei até por superar o meu objectivo. Fiz 33s! De salientar o resultado do Bessone Bastos. 65 anos, nadou na minha série. Fez 32s! Fantástico!

Resumindo, uma tarde muito bem passada. Excelente!

O meu treino anda razoável. Tenho tido alguma consistência na corrida e no ciclismo. Contava ir a Vila Viçosa testar o estado de forma. Mas imprevisto familiares de ultima hora não me vão permitir estar presente. Tentarei voltar a competir em Abrantes.

Bons treinos

Friday, 1 July 2011

Back to Kids Swimming

Amanhã vou de novo brincar aos nadadores!
Campeonato Nacional de Verão de Masters. Na piscina do Jamor. Novamente em representacao do Sport Algés e DAfundo! O "nabo" junto de alguns ex olímpicos. 400m livres e 50m livres.
Objectivos? Nem sei! Talvez 6m20s aos 400m e 34s aos 50m!
A piscina tem 50m...a ver se não me afogo:)

Bons treinos

Tuesday, 28 June 2011

Estrategias de Equipa


Ultimamente tenho escrito exclusivamente sobre as minhas provas. Ocorreu-me desta vez escrever sobre algo diferente. A importância do trabalho de equipa no Triatlo. Especialmente no que se refere a provas de distancia olímpica onde o drafting no segmento de ciclismo é permitido.

Não é um tema novo. Mas a sua importância cada vez é maior. Se recordarmos os últimos Jogos Olímpicos é fácil perceber que alguns países, os que conseguem ter 3 elementos, utilizam estratégias de equipa durante a prova. Tanto no segmento de ciclismo, como no segmento de natação.

Foi evidente que países como a Nova Zelândia, o Canadá, tinham na sua equipa um elemento cuja principal função era trabalhar no segmento de ciclismo de forma a garantir que o “chefe de fila” chegasse à corrida em posição de disputar a vitória. Não admira que estes elementos tenham ficado nas últimas posições. Mas ambos os seus chefes de fila, chegaram às medalhas.

Ainda neste ultimo fim-de-semana, na prova de Elites masculinas do Campeonato da Europa, assistimos a um trabalho de equipa tremendo da equipa Inglesa. Durante o segmento de ciclismo, o grande favorito à vitória, o Inglês Alister Brownlee, teve um furo. Que o fez atrasar um par de minutos. Imediatamente um outro elemento da equipa deixou-se ficar para trás para o ajudar a juntar ao grupo principal. Ao mesmo tempo, outro elemento tentava abrandar o ritmo na frente da corrida. Dessa forma, Alister conseguir voltar a reentrar no grupo principal, acabando por vencer a prova.

As declarações do Espanhol Xavier Gomez no final da prova são igualmente reveladoras das estratégias que ocorrem durante o segmento de natação. Queixava-se ele que um elemento da equipa Inglesa o tentou desviar da sua rota. Era comum assistir a estas “manobras” por parte de Australianas e Americanas nos tempos áureos da Vanessa Fernandes.

A própria escolha do 3º elemento de algumas nações, não obedece exclusivamente a critérios de resultados competitivos individuais. Obedece a esta lógica do jogo de equipa. Um exemplo é a federação americana de Triatlo ter escolhido um ex-ciclista para membro da equipa de seleccionadores. Alguns países optam por fechar a equipa com muita antecedência. Com o objectivo de optimizar e praticar as estratégias de equipa com antecedência.

Mas ter um excelente ciclista na equipa pode não ser suficiente. Vejamos o que tem acontecido ultimamente em algumas provas do circuito ITU. Especialmente nas provas onde o segmento de natação é disputado sem fato isotérmico, tem havido formação de grupos. E o grupo da liderança inclui sempre atletas muito fortes em qualquer segmento. Tornando muito difícil aos grupos mais atrasados, reagrupar. Se o objectivo é controlar a prova, o elemento “sacrificado” terá que ser igualmente um excelente nadador.

Se olharmos à selecção Portuguesa, tudo indica que teremos um super corredor que é o João Silva. Num dia sim, e dependo da sua evolução durante 2011 e 2012, poderá disputar os lugares cimeiros. Top 10. Contamos igualmente com um excelente ciclista. O Bruno Pais. A grande questão é saber se conseguirá sair da água junto dos da frente. E se o conseguir, estará ele disposto a trabalhar para a equipa sacrificando a sua classificação final. Não esquecer que foi 16º nos últimos JO e 12º na grande Final ITU do ano passado. É um atleta que num dia bom pode surpreender. Sacrifica-lo não é uma decisão fácil O terceiro elemento deverá ser ou o João Pereira ou o Duarte Marques. Ambos melhores nadadores que o Bruno, mas que têm no ciclismo o seu ponto mais frágil.

Desconheço na totalidade como está a FTP a encarar este tema. Mas acredito que com o aproximar da data dos JO, comece a ser um tema importante na agenda!

Bons treinos!