Tuesday, 5 May 2015

Triatlo Longo de Lisboa – 10ª edição



Sempre que posso, gosto de marcar presença nesta prova. Foi aqui que me estrei na longa distancia, o ser em Lisboa e na zona da Expo, faz-me ter vontade de ali voltar.

Este ano encarei a minha participação de uma forma muito relaxada. Não fiz nenhuma preparação especifica para a prova mas tendo em conta a consistência do treino, sentia-me preparado.
Este ano tenho investido mais na natação e apesar do volume de treino do ciclismo ser idêntico, a qualidade tem sido melhor graças a ter encontrado parceiros de treino, especialmente aos fins de semana. O Inverno foi consistente e as provas de Tagarro, Abrantes e Sabugal confirmavam a minha melhor forma neste segmento.
Apenas a corrida me deixava algumas duvidas.  A corrida no Sabugal tinha sido fraca e sinto que ainda não estou onde gostava. Mas está consistente. Tenho mantido regularmente os meus 40 a 50km por semana e isso dava-me alguma confiança.

A estratégia passava por nadar de forma moderada, esperando que a melhor forma da natação me permitisse ganhar 1 a 2’ em relação ao ano anterior. No ciclismo, fruto tb da melhor condição, ia arriscar mais que em anos anteriores embora com algum receio relativo ao conforto por nunca ter feito um treino com o setup de TT.
A corrida ia ser a gerir. Controlar até aos 15km e dependendo do estado nessa altura, tentar forçar.
Para a prova, não ia a registar o tempo e nem levei GPS. Apenas um monitor de ritmo cardíaco para controlar possíveis “loucuras”.

O dia que antecedeu a prova foi um excelente tónico e até fiz uma profecia (que está gravada em vídeo), que projectava: 31’ na agua, 2h34’ na bicicleta e 1h33’ na corrida assumindo que esta tinha 21km. Obviamente tudo isto dependia das condições climatéricas que a previsão dava quase como perfeitas. Pouco ou quase nenhum vento e temperatura amena. E quase aconteceu assim.

Uma natação com menos confusão que em anos anterior dado haver partidas separadas. Nadei confortável e procurei navegar bem. As sensações eram positivas.
Lancei-me para o ciclismo com esse intuito de arriscar mais. Ia-me a regular por dois factores. Tempo por volta e ritmo cardíaco. Apontava para 38’ por volta e evitava ultrapassar as 140 bpm a rolar. Excepção feita nas subidas.  E as coisas iam a bater certo. Apenas na ultima volta, resultado de ter entrado algum vento Sul e já estar a descomprimir para a corrida, o tempo foi superior aos 38’.
Durante o segmento tive a perfeita noção que ia melhor que em anos anteriores. Atletas que normalmente me passam na 1ª volta, só o fizeram na ultima volta.

Chegava a corrida. Rapidamente senti que estava bem das pernas. Mas optei por uma estratégia defensiva. Limitei o meu ritmo cardíaco máximo a 150 bpm e deixei-me ir. Ia fácil e a desfrutar. Como gosto. Fui ficando “pesado” com o passar dos kms. Por receio não forcei logo na entrada da ultima volta, apenas a partir dos 17km. É sempre bom acabar em ascendente!

No final 4h38’, com parciais de 31’, 2h33’ e 1h30’. Em linha com a profecia!
A sensação de terminar estas provas é única. Mais ainda quando o desempenho vai de encontro ao esperado e terminas de forma “saudável”. Definitivamente, uma experiencia para repetir!!

Talvez volte aos longos em Cascais. Ainda não é certo, mas estás debaixo de olho.
Agora é pôr alguma intensidade nas pernas para Peniche e Oeiras, os clássicos cá do burgo!!
Sim, porque apesar de mais velhinho, continuo a gostar de fazer todas as distancias! Sprint, Standard ou HIM, com roda ou sem roda, continua a adorar competir!!

Bons treinos!!


Tuesday, 28 April 2015

Triatlo do Sabugal






Decorreu neste ultimo passado Sábado, o 1º Triatlo de distancia Olímpica a Época. Era tb a minha estreia este ano nos Triatlos.

A opção este ano passa por fazer provas pouco distantes. Por essa razão, não era prova que no inicio do ano estivesse nos meus planos. No entanto, a ideia foi ganhando forma e apesar da distancia, acabei por me inscrever.

É uma zona bonita e contava que estivessem boas condições climatéricas. Infelizmente durante a semana fui-me dando conta das previsões pouco animadoras. Chuva e temperaturas baixas esperadas para a hora da prova. Não que estas condições me afectem, mas podiam tornar perigoso o percurso de ciclismo. Depois da queda em Peniche o ano passado, é um pensamento que não consigo evitar.

Durante a viagem, ainda tive a esperança que a chuva se mantivesse quieta. Um ou outro aguaceiro e o piso ia estando seco. Mas tudo mudou aproximadamente uma hora antes da prova. A chuva entrou em força e para piorar, puxada a vento.

O check in e os momentos que antecederam a partida foram bastante desconfortáveis. A ajudar a festa, uma agua fresca, nada convidativa a banhos. Com todo este cenário, não fiz o normal aquecimento na água. Simplesmente não havia vontade. O pensamento comum era “vim eu de tão longe, para isto, devia era estar no quentinho em casa”J

Mas com o sinal de partida, tudo muda. Esses pensamentos ficam para trás e é hora de me concentrar na prova.  Fui aquecendo no segmento de natação. Não foi uma natação fácil. Muita ondulação criada pelo vento, a fazer engolir alguma agua. Fiquei com a sensação que a minha velocidade de nado está boa, mas a orientação fraquinha. Falta de treino especifico em aguas abertas. Senti sempre que nadei demasiado sozinho. Não comprometeu, mas julgo ser capaz de fazer melhor.

O inicio do ciclismo foi muito prudente. A saída da barragem na direcção do Sabugal, com o piso molhado, é muito perigosa.  Cheguei mesmo a tirar um pé dos pedais numa curva. Fui passado por alguns atletas nesta fase e nem esbocei reacção. Queria chegar ao Sabugal inteiro. Ai iam começar as dificuldades de um percurso que tinha quase 500m de acumulado de subida.

Optei por não pensar muito no que se passava atrás de mim. Lancei-me na minha prova. Não me ia a sentir mal, mas as pernas iam muito presas.  Durante toda a fase inicial ou ia sozinho, ou ia eu a puxar o grupo. Paguei isso quando o grupo onde ia o Henrique Venâncio me passou. Não ia num bom momento, não consegui reagir. Mas depois, durante alguns km fui mantendo a distancia para o mesmo.
Acabei por ser absorvido por outro grupo volta dos 22-23km. Com o qual segui até ao final do segmento, mas tive ainda que ultrapassar um percalço de me ter saído a corrente. Felizmente, consegui coloca-la rapidamente e recolar ao grupo. 
O final do segmento foi algo surreal. Na descida da aproximação ao Sabugal, caia uma chuva intensa que até doía ao bater no corpo. Houve alturas que nem via nada. Foi um momento perigoso, mas felizmente não houve acidentes.

Chegava o segmento de corrida a pe. Ia desconfiado das pernas. Muito presas. E não me enganei. Ainda tive a esperança de as soltar ao fim de alguns km. Mas aconteceu o contrario. Depois de uma 1ª volta sofrida, mas normal, entrei em serias dificuldades na 2ª volta. Tive que abrandar. Mas qualquer que fosse o ritmo, ia em grande sofrimento. Tinha que gerir a cabeça. Tomei um gel á entrada da 3ª volta. A qual continuou a ser bastante sofrida. No entanto, no final da mesma, comecei a sentir melhorias e acabei por melhorar na 4ª e ultima volta o que me permitiu recuperar ainda alguns lugares.

No final, 2h29´, 13º no escalão V1. Não ambiciono lugares, isso pouco me move, mas sim maximizar ao resultado dentro das minhas capacidades. Sinto que posso fazer melhor num escalão, que apesar de algumas ausências, está com um nível competitivo muito elevado.


Obviamente, estava satisfeito com o facto de ter terminado a prova, o ter estado por dentro dela. São sensações únicas, que me movem, que dão sentido a todo o trabalho efectuado.
Mas não fiquei satisfeito com a prestação na natação e principalmente com a da corrida. Tenho treinado para fazer melhor. Mas foi o que deu. Há-que tirar conclusões e pensar já na próxima prova.
Que não é meiguinhaJ É já no próximo Sábado. Triatlo Longo de Lisboa, disputado na distância HIM. Mais um belo empeno me espera. A ver se recupero e se as pernas se portam melhor.

Bons treinos!

Thursday, 19 February 2015

Vida, Triatlo, Reflexões, Perspectivas e Compromissos



Há mais de 10 anos que pratico Triatlo. De uma forma continua, ano após ano. Apesar de alguns altos e baixos motivacionais, tenho conseguido manter a pratica da modalidade ano após ano. Tem ajudado ter uma relação com a modalidade que considero “pouco fundamentalista” do ponto de vista de resultados classificativos. Procuro melhorar todos os anos, mas não faço disso uma obsessão.

O facto de manter as horas de treino semanais (10h a 13h) dentro de limites aceitáveis para a minha mente (de notar que não é para o meu corpo) e estáveis aos longos dos anos, tb tem ajudado. Tenho-me mantido sem lesões e com a cabeça relativamente pouco saturada!

No meu caso, que tenho filhos e um trabalho full time, passar um determinado limite de horas de treino semanais, começa a ter um efeito negativo na minha motivação. Começa a ser Triatlo a mais!! Mas obviamente que pensas sempre que se com mais umas horitas de treino (não sei bem como), não andarias mais.

A dificuldade, não está em apenas gerir as horas a mais de treino, mas sim em gerir o descanso. Se treinas mais tb precisas de descansar mais. Se não o fazes, não melhoras, não vale o esforço adicional e acabas por cansar a mente e desmotivar. E talvez por serem já muitos anos,  algumas questões começam a assolar a tua(minha) mente.

Quando treinas mais de 10h por semana (e não se pense que é muito. Alguns amadores treinam mais de 20h e um profissional certamente mais de 35h), isso exige rotinas, sacrifícios, roubar tempo ao sono, etc. Interfere na tua vida. Quando o fazes anos a fio consecutivos, por vezes paras para pensar. Questionas se deves mudar (não parar), fazer algo diferente.

Quando és miúdo tens muitos sonhos. Uma vida pela frente. Vais mantendo alguns durante a vida e desistindo de outros. Com o passar dos anos, percebes que não tens tempo para fazer tudo. A vida é curta. Tem que tomar opções. E se queres fazer algo bem, esse algo vai consumir  tempo, exigir sacrifícios. Vais ter que desistir de outros sonhos. Com o passar do tempo, esta sensação fica mais presente, quase te “morde”J

No meu caso, sempre achei que podia fazer muitas coisas. Não nasci predestinado para isto ou para aquilo. Acho sempre que podia ter feito (e fazer) inúmeras coisas na vida. Poderia praticar outra modalidade desportiva ou até algo não relacionado com desporto. Certamente que sim. Pratiquei em miudo modalidades tão distintas como o Judo, a Vela, o Basquetebol, o Xadrez, etc. E gostei de todas elas. Curiosamente, nenhuma modalidade de resistênciaJ

Encontrei no Triatlo, já depois dos 30 anos, uma forma de manter a minha condição física. Que me tem ajudado em tudo o resto. Aprendi a gostar da modalidade. Da sua envolvente, diria quase do seu “cheiro”.

Dá-me particular satisfação ter ido a Tagarro, disputar o Nacional de Duatlo de Age Groups, e sentir o ambiente das provas. Os rituais. Dei por mim a rolar a mais de 40km/h na bicicleta e a pensar que adorava aquilo. Aquela adrenalina, aquele “sofrimento”.  Que tudo fazia sentido. São momentos como este que me dão certezas. É verdade que abdiquei de alguns sonhos, mas não foi em vão. Troquei-os por emoções terrenasJ

E até posso desmotivar e abandonar a modalidade amanhã, mas com a certeza que valeram a pena todos este anos. 
Aprendi uma lição muito importante. Daquelas que ouves desde pequeno, que está em todos os livros de boas práticas, mas que só a vivendo adquire outro significado. Na vida, os sucessos, são “99% transpiração e 1% inspiração”
Não nasci com genética para desportos de resistência. Longe disso. Mas aprendi que ter ou não ter genética, não se traduz numa diferença abismal. Faz a diferença entre conseguir vencer ou não, mas com esforço e dedicação, podes minimizar muito essa diferença de herança genética.

O segredo, simples: Repetir, repetir, repetir. De forma consistente. E não resulta só com o triatlo. É aplicável a tudo na vida.

Bons treinos!!

Tuesday, 10 February 2015

Duatlo de Tagarro


Decorreu no passado Domingo o Campeonato Nacional de Escalões de Idades de Duatlo na localidade de Tagarro. Um lugar situado no sopé da Serra de Montejunto, perto de Alcoentre.
Disputado na distancia sprint: 5km de corrida,  20Km de ciclismo, 2.5 km de corrida.
Pessoalmente, embora tenha passado várias vezes pela estrada nacional junto da localidade, desconhecia o mesmo.

Tomei a decisão de participar a 10 dias da prova. Não estava nos planos, mas sendo perto, e como não tenciono disputar os Triatlo no Algarve, decidi ir sentir o gosto da competição.
Encarei a prova como um treino. O mês de Janeiro foi fraco no que se refere á qualidade do treino. Como muitos, tb eu não me livrei de uma inflamação pulmonar, que não me impedindo de treinar, não me o deixava fazer como queria.

Estava um dia frio mas com um Sol intenso. O cenário que circunda a zona é muito bonito.
O percurso foi uma surpresa positiva. Tanto a corrida como ciclismo, de plano tinham pouco. Selectivo qb e muito equilibrado. Gostei bastante.

Comecei algo preso na 1ª corrida. As sensações não eram as melhores. Era esperado, sentia-me algo cansado. Mas encontrei o meu ritmo e fui indo, aos poucos de trás para a frente.
O ciclismo foi rápido. Ia inserido num grupo muito vivo. O ritmo era forte e ia algo desconfiado das minhas capacidades nas zonas mais selectivas. Procurei gerir o inicio. Sinto sempre dificuldades nos primeiros arranques.
Ao poucos fui melhorando e até acabei por passar pela frente do grupo algumas vezes, tendo inclusive passado melhor do que esperava as zonas mais selectivas do percurso. Deu para tirar algumas conclusões do meu estado de forma. Foi muito bom voltar a sentir a adrenalina a rolar rápido em pelotão.
O grupo foi crescendo bastante e ao chegar á T2 seriamos mais de 30 certamente. Procurei resguardar-me na parte final e soltar um pouco as pernas para a ultima corrida.  
Foi sofrida como sempre, mas a um ritmo razoável. Sentia que ia a correr, não a arrastar-me.   
No final, 104 na geral absoluta, 20º no escalão V1. Um resultado modesto em linha com o meu valorJ
Mas o mais importante não é a classificação, foi o ter estado dentro da prova, na disputa de lugares, voltar a sentir a emoções destas provas. É isso que me move.

Engraçado que quando me iniciei nestas andanças, os duatlos não me atraiam. O meu nível de corrida era fraco, havia menos atletas e acabava por sair sempre para o ciclismo muito atrás. Tendo que fazer este segmento sozinho ou em pequenos grupos. Acabava por não me sentir “dentro da prova”.
O oposto do que sucedeu no Domingo!
Excelente jornada desportiva!!

Saudações desportivas!

Monday, 20 October 2014

Triatlo de Lisboa 2014




No passado Sábado dia 18 voltei a participar num Triatlo. E logo numa prova de distancia Olímpica (1500m+40km+10k).

Marcou o meu regresso á competição depois da fractura da clavícula. Passados aproximadamente 4 meses.
A forma física ainda não é a mesma de quando ocorreu o acidente, mas suficiente para me sentir confiante em relação ao desafio. O meus receios eram outros. O medo de voltar a cair, de voltar a não terminar uma prova. Era isso que estava presente no meu pensamento.
Para piorar, o dia amanheceu com aguaceiros. O piso estava molhado, a probabilidade de haver quedas aumentava. Felizmente, o Sol foi aparecendo, e á hora da prova principal, o piso já estava seco.
Devido ao adiamento da prova em uma semana, notavam-se muitas ausências. Sendo o facto em si negativo, reduzia a possibilidade de formação de grandes grupos no segmento de ciclismo. De certa forma, aumentava a segurança e a minha confiança.

A agua estava muito “partida”. Corrente, vaga e ondulação. Ia ser uma natação difícil e mais lenta que o normal. Nada que me preocupa-se. Sei que o meu nível de natação está fraco, era um segmento para ir indo. Ver como se comportava a articulação do ombro. Além disso, o ir com receio de pedalar em grupos, não me colocava pressão adicional para ter que nadar rápido.  
Antes da partida, nunca me senti ansioso e até estava bastante tranquilo. Tinha motivos para estar sorridente e feliz.

A natação decorreu como pensado. Procurei navegar bem e não engolir muita águaJ. Não forcei demasiado o ritmo.
Após uma T1 tranquila, começava o segmento dos meus receios!! O percurso é fácil. Consiste em 5 voltas sempre planas na avenida da India. Iniciei o mesmo sozinho. Fui apanhando pelo caminho alguns atletas. No máximo cheguei a rodar num grupo de 3 elementos, onde eu fazia 80% do trabalho. Rapidamente ficamos dois e nas duas ultimas voltas acabei a pedalar novamente sozinho. O normal nestas provas, é virem grupos de trás e me absorverem. Mas desta vez, não estavam presentes os rebocadores do costume, e isso não sucedeu.   
Procurei concentrar-me e gerir o esforço da melhor forma possível. O facto de pedalar sozinho, obrigava-me a gastar mais energia mas por outro lado dava-me uma noção de controlo sobre a situação. Evitava a tentação de me envolver em situações arriscadas e isso para mim era fundamental.
Demorei pouco mais de 1h a percorrer os 37km do segmento. Chegava a corrida. 10Km.

Ambiciono um dia correr estes 10km dentro do minuto 40. Esta prova, tendo um segmento de ciclismo pouco selectivo, é uma candidata a que isso possa suceder. Tenho treinado com esse objectivo.
No entanto, o facto de ter pedalado sozinho, alterava a equação. Vindo inserido num grupo numeroso, teria chegado á T2 com as pernas mais soltas e com mais energia. Liguei o GPS para a corrida. Havia a tentação de ver o ritmo. Teria que correr perto de 4´/km. Felizmente, não passou de tentação. Achei prudente apenas ir a olhar para o tempo. Comecei meio preso e sabia que estava longe de estar a correr a 4’/km. Procurei usar o bom senso e as sensações nos primeiros 5km.
Ia sofrido, mas a ritmo aceitável e as sensações iam a melhorar. Á passagem 6.5km foi ultrapassado por um atleta do Peniche AC. Ia ligeiramente mais rápido que eu. Tentei “colar”. De inicio custa, mas lá me adaptei ao novo andamento e consegui terminar forte. 41’26’’, não muito longe do minuto 40’!!

O resultado foi normal, bastante aceitável para quem estava sem ritmo competitivo. Mas isso era o que menos importava, o importante era estar novamente presente e terminar sem problemas.

Para surpresa minha, e dadas as numerosas ausências, fiquei em 3º no meu escalão. V1!! E novamente (já é a 2ª vez), não habituado a presenças no pódio, fui-me embora sem ir receber a medalha e ficar na fotografia para a posteridade!!!

E assim recomeçou e terminou mais uma época de triatlo. Feliz por estar de novo saudável e sentir que a idade ainda não faz moça nas prestaçõesJ
Haja motivação, e regressarei de novo em 2015!! Ultimo ano no escalão V1…o tempo voa!!!

Bons treinos de Inverno!!

Friday, 13 June 2014

Triatlo de Peniche

Dia 10, dia de Portugal. Dois dias após o Triatlo de Oeiras, voltava a competir. Desta vez em Peniche, no Campeonato Nacional de Veteranos.
Era a 1a vez que fazia duas provas em 3 dias.
Não marquei presença por ser Campeonato Nacional. Gosto desta prova, tem dureza e o local é muito agradável. Se conseguisse aproximar-me do top 10 do meu escalão (V1 - 40-44), melhor. Mas a concorrência está feroz. Muita qualidade entre os "velhotes".
Obviamente não me sentia recuperado de Oeiras, ainda tinha algumas mazelas nas pernas. Mas isso era o que menos importava! Outros estavam nas mesmas condições!
Fui bem cedo. Cheguei a Peniche pouco passava das 13h. Duas horas antes da prova. Fui o segundo atleta a fazer o Check In. E apesar de um pequeno percalço com a chapa de identificação da bicicleta, tudo correu com tranquilidade. Pude desfrutar do momento com tempo e sem stresses!
A agua estava lisa e não muito fria. 18o. Tinha esperança de fazer uma boa natação nestas condições.
A partida foi algo confusa. Foi atrasada 1o 10' e depois mais. Acabei por estar demasiado tempo na linha de partida parado. Sentia as mãos a ficarem frias. Facto que acaba por ser relevante para o que veio a suceder mais tarde.
Finalmente partíamos! Muita confusão. O esperado. Mas era tentar ir o mais rápido possível. Infelizmente voltei a cometer outro erro de navegação. Ao rondar a penúltima bóia, alguns atletas navegaram no sentido de uma bóia da prova aberta ( que se ia disputar 15' depois). Fui atrás deles e só muito perto da bóia nos apercebemos que não era a bóia certa. A T1 tb foi ma. Não encontrava a fita de abrir o fato, tive que parar, andar e como tinha o material logo no inicio do parque, cheguei ao mesmo ainda de fato vestido. Era um mau começo, mas o final iria ser pior!
Começava o ciclismo. Sai bem da T1.  As sensações em cima da bicicleta naquela primeira parte sinuosa do percurso estavam a ser boas. Mas foram breves sensações. Na curva á direita na entrada do circuito das 3 voltas, entrei ligeiramente depressa demais, com as mãos ainda frias, a sensibilidade no volante e travões não era a melhor. Para piorar, escolhi a trajectória suja, onde havia gravilha.
A roda da frente escorregou e a queda sobre o meu lado direito foi inevitável, tendo ainda sido "atropelado" por um atleta.
A minha 1a reação foi levantar-me para continuar. Ainda meio confuso. Assim o fiz. Mas rapidamente percebi que algo não estava bem. O ombro tremia demasiado. Estava gelatinoso.
Os bombeiros estavam no local, rapidamente me imobilizaram e fui evacuado de ambulância para o hospital de Peniche. Posteriormente para as Caldas da Rainha. Fractura da clavícula direita! Provavelmente, fim de época desportiva 2014.
O importante agora e curar  bem a fractura. O desporto virá a seu tempo.
Gostava de salientar que fui muito bem tratado por todos. Bombeiros, médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar! O meu sincero agradecimento.
Um agradecimento especial ao Paulo Guedes, que parou assim que me viu caído e teimava em não continuar a sua prova. Quase tive que me zangar para que o fizesse:)
Igualmente um agradecimento especial ao José Luis Ferreira pela preocupação e ajuda para trazer tido o meu material de regresso a casa.
Agora e descansar!
Bons treinos

Monday, 9 June 2014

Triatlo de Oeiras




Um clássico num belo dia para praticar a modalidade. Algum vento de Sul, Sol e uma temperatura agradável.

Como gosto nestas ocasiões, fui cedo. Desfrutar o momento tranquilamente. Vejo estas experiencias como um todo, não só a prova em si. Tudo começa bem cedo. O rever caras, o sentir a dinâmica da modalidade, o apreciar o local, a companhia. Tudo isso faz parte do “embrulho”.

E este ano, voltei a ter a sorte de ter tido uma fantástica companhia durante a hora que antecedeu a prova.
Sentia-me motivado. O treino tem corrido bem, e é sempre uma prova que tem um sabor especial.
O Mar estava “partido” do vento Sul e havia uma pequena rebentação para ultrapassar. Era difícil ver as 
bóias no meio da ondulação.

E acabei por não me dar bem com isso. Naveguei mal na direcção da primeira bóia. Demasiado para Oeste, de tal forma a que a determinada altura, em vez de estar a nadar para Sul, sentia-me quase a nadar para Este. E se não chegasse, ao rondar esta bóia, não conseguia ver a 2ª, e dirigi-me na direcção do forte (Oeste). Acontece que a 2ª bóia estava mais para o largo (Sul), só me tendo apercebido disso porque não via ninguém a nadar á minha volta. Erros que me custaram certamente alguns preciosos segundos neste segmento.

Como se já não chegasse, a T1 tb não correu bem. Ao tirar o fato Isotérmico, saiu-me o dorsal sem que eu me apercebesse. Já ia a correr no parque de transição com a bicicleta quando um juiz me chamou a atenção. Um pouco em pânico (na altura não fazia ideia onde estava o dorsal) voltei para trás e lá dei com ele no meio do fato isotérmico. Mais uns valentes segundos perdidos. Embora neste caso, não acho que me tenham afectado o resultado final. Acabaria sempre por me incluir no mesmo grupo de ciclismo.

A segmento de ciclismo foi dividido em duas partes totalmente distintas. No sentido de Algés, procurei ajudar como podia para recolar a um grupo mais adiantado. Passei várias vezes pela frente do grupo. No entanto, alcançado o tal grupo já no retorno de Algés, percebi que vinha outro grupo atrás a andar muito bem. O melhor era esperar e aproveitar a “boleia” até á T2. A junção deu-se imediatamente após a subida da Cruz Quebrada. A partir dai pude descansar um pouco as pernas.

Sai rápido para a corrida. Algo que para mim é uma novidadeJ Por norma, era o segmento onde ia ficando para trás. Acabei por pagar o ritmo inicial perto dos 2km. Mas ajustei o andamento e voltei a ganhar folego no km final. Pela 1ª vez na minha já longa carreira de triatleta, consegui correr abaixo de 20´ o s últimos km de um Triatlo Sprint. Era um dos objectivos para esta época. Está alcançado!!!

Agora é recuperar e amanhã lá estarei em Peniche. A ver como reage o corpo a um tão curto intervalo de recuperação.

Bons treinos!